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Autor : Romualdo
Artigo # : 7
Audiência : Irmãos
Versão 1.00.04
Data de publicação: 25/03/2008 09:18:17
Leituras : 188

"Nisso aproximaram-se dele [de Jesus] Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo-lhe: Mestre, queremos que nos faças o que te pedirmos. Ele, pois, lhes perguntou: Que quereis que eu vos faça? Responderam-lhe: Concede-nos que na tua glória nos sentemos, um à tua direita, e outro à tua esquerda." (Marcos 10:35-37)

"Perguntou ao cego: Que queres que te faça? Respondeu-lhe o cego: Mestre, que eu veja."(Marcos 10:51).

Todos os fatos aqui comentados estão relatados em Marcos 10. Uma mesma pergunta surgiu duas vezes em um mesmo caminho, no caminho de subida para Jerusalém, no caminho em que as pessoas se maravilhavam (v.32) seguindo a Cristo: "Que quere(i)s que eu te/vos faça?" (v.36 e 51). Sempre estamos querendo algo. Agora mesmo, o que estamos querendo? Qual seria a nossa resposta ao Senhor?!

Naquela mesma ocasião, podemos observar duas ocorrências muito interessantes: o orgulhoso pedido de Tiago e João, que estavam no caminho; e o humilde pedido do cego de Jericó, que estava à beira do caminho. Quem, de fato, era cego?!

Primeiro, os seus discípulos, Tiago e João, que tinham fácil acesso a Jesus simplesmente se aproximaram dele e logo manifestaram-lhe os desejos do coração: "Mestre, queremos que nos faças o que te pedimos" (v.35). Muitas vezes é assim conosco: queremos que Deus nos faça o que pedimos, não o que Lhe apraz. Alguém já disse que teríamos mais aflições do que prazeres se metade do que pedimos fosse atendido. Isso indica que pedimos mal, não sabemos pedir: "Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites." (Tg 4:3). Outros até complementariam dizendo que as aflições seriam decorrentes do fato de só a metade ter sido atendida, mas entendamos isso como sendo a eternidade insaciável que há no coração do homem, que só pode ser preenchida por Deus. Voltando a Marcos 10, no pedido de Tiago e João, fica claro aqui que eles estavam cegos, mesmo sendo discípulos, no caminho, pois o que almejavam era posição de destaque, orgulho espiritual: "Concede-nos que na tua glória nos sentemos, um à tua direita, e outro à tua esquerda." (v.37).

Em um segundo momento, o mendigo cego de Jericó (Bartimeu), que apesar de não ter acesso fácil a Jesus (por estar à beira do caminho, diante de uma multidão e por ser cego), ao saber que por ali Jesus passava, não hesitou em clamar por misericórdia: "Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!" (v.47). Mas, os (cegos), não poucos, que estavam no caminho, repreendiam o cego que estava à beira do caminho: "E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele clamava ainda mais" (v.48). Com tal atitude, Bartimeu mostrou que só era cego fisicamente, não espiritualmente; enquanto muitos dos que estavam no caminho tinham cegueira espiritual. Diante de tal situação, Jesus parou e ordenou que o chamassem á Sua presença. Sim, um mendigo, cego, à beira do caminho obteve total atenção de Jesus, que parou exclusivamente por sua causa e desejou estar com ele. "Nisto, lançando de si a sua capa, de um salto se levantou e foi ter com Jesus" (v.50). Jesus lhe repete a mesma pergunta que havia feito poucos instantes antes a Tiago e João: "Que queres que te faça?" e obteve uma resposta singela: "Mestre, que eu veja" (v.51). Jesus recuperou-lhe a visão e concedeu-lhe a salvação, que só é obtida pela fé e, ainda, deu-lhe total liberdade para seguir o seu próprio caminho: "Disse-lhe Jesus: Vai, a tua fé te salvou. E imediatamente recuperou a vista" (v.52a). Mas, Bartimeu não tinha outro caminho a seguir, pois desejava unicamente a presença constante e real do Senhor... "e foi seguindo pelo caminho" (v.52b).

Oremos:
Senhor Jesus, livra-nos da cegueira espiritual e permita-nos seguir-Te pelo caminho. Longe de nós esteja repreender aos que clamam por Ti. Pelo contrário, tenhamos disposição em anunciar as boas-novas da salvação que só há em Ti, pois não há outro nome pelo qual importa que sejamos salvos. Amém!

Em Cristo, a luz do mundo e a luz da vida.


Romualdo.

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