Amados irmãos,
"Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor!" (Salmo 122:1)

O texto do Salmo 122 revela que a alegria do salmista está centrada no aspecto da edificação: "Jerusalém, que és edificada..." (v. 3).
A edificação adequada ocorre:
1) Com contemplação (v. 2): quando vivemos dentro da realidade da casa de Deus, simplesmente clamamos: "Ó, Jerusalém!".
2) Como uma cidade compacta (v. 3): há coesão na casa de Deus;
3) Como testemunho (v. 4): para os que sobem em busca de Deus
4) Com ações de graças (v. 4): Não para satisfazermos a nós mesmos, mas por gratidão a Deus;
5) Quando há disposição para os tronos de julgamento (v. 5): A Palavra penetra em nosso espírito, julgando o nosso proceder.
6) Em tempos de paz (v. 6-7): não há edificação em ambiente de inimizades e discórdias. A paz interna e externa viabiliza a prosperidade e a comunhão.
7) Por causa da família de Deus e Dele mesmo (v. 8-9): não é uma motivação terrenal, mas espiritual.
O mais racional serviço (culto) que podemos prestar a Deus está explicitado nas palavras de Paulo: "Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional" (Rm 12:1). Paulo deixa claro aqui que só há um culto que deve ser entendido como sendo "racional": apresentar os nossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Só morrendo para nós mesmos é que poderemos gerar vida nos outros. Nossa vida, quando levada à cruz, nos liberta da conformação a este mundo. E, a transformação que há de ocorrer em nós, só é possível pela renovação da nossa mente. Agora, sim, poderemos experimentar de fato a vontade de Deus, que é boa, agradável e perfeita: "E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm 12:2).
"Que fazer, pois, irmãos? Quando vos congregais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação" (1 Co 14:26a). O funcionamento normal da vida da igreja é a mutualidade, em que cada um, individualmente, tem algo a oferecer ao coletivo. Assim, todos devemos participar espontaneamente, conforme os dons que recebemos de Deus, evitando assim, o mau funcionamento do corpo. É uma questão orgânica e não organizacional. Não precisamos agir como profissionais, mas simplesmente liberar a vida que há em nosso espírito! O mais importante de tudo é ter um coração como o do salmista: "Faça-se tudo para edificação"! (1 Co 14:26b).
Em Cristo,
Romualdo.